E o tempo marcou o compasso
Na batida sutil, na dança invisível,
O tempo avança, mestre inflexível.
"E o tempo marcou o compasso",
Na tela da vida, em cada traço.
O Ritmo do Agora
No tic-tac lento, na pressa do instante,
Ele define o tom, solene e constante.
É a pausa na música, o fôlego tirado,
O passo que avança, o ciclo fechado.
No peito, o relógio de carne e de sã,
Segue a cadência, do hoje e do amanhã.
Cada aurora um início, cada estrela um fim,
No eterno compasso que vive em mim.
A Dança da Memória
As rugas no espelho, a força no olhar,
São notas gravadas que o tempo a cantar
Deixou na lembrança, no sonho que foi,
No instante que vive e no que virá depois.
Ele rege a valsa, do amor e da dor,
Com mão delicada e o seu tremor.
E a vida, bailarina de passos incertos,
Gira no palco dos ciclos abertos.
A Melodia Final
Que eu saiba escutar o ritmo no ar,
Que eu saiba no tempo o meu passo encontrar.
Sem pressa ou demora, na justa medida,
Viver a harmonia, a rima da vida.
Pois o compasso marca, sim, a direção,
Mas a melodia está no coração.
E a cada batida, na eterna canção,
O tempo se curva à pura emoção.
Amarilis Pazini Aires
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