Se eu pudesse pintar o vento,
Usaria aquarela de suspiros,
E em cada sopro, um sentimento,
Desenhando no ar, devaneios líricos.
Se eu pudesse colher o silêncio,
Faria um buquê de notas suspensas,
Onde a alma encontrasse um acalento,
E a paz florescesse sem defesas.
Se eu pudesse tocar a saudade,
Teria mãos de névoa e de luar,
Para envolver cada lembrança, com suavidade,
E no tempo parado, um abraço ofertar.
Mas só me resta a palavra singela,
Que tenta abraçar o que a alma anseia,
E nesta busca vã, a poesia revela,
Um pouco do que o coração almeja.
Amarilis Pazini Aires
Cores que abrem o interior com encanto. Ares de Flores . A suavidade brilha ao seu alcance. Silêncio revelador, sensível, lírico.
"Anacoluto de Sentimentos" Eu, que sempre fui tão forte, desmorono em lágrimas agora. A vida, que era um rio tranquilo, torna-se um mar tempestuoso, e eu, um naufrágio sem rumo. Eu, que sempre fui tão seguro, perco-me em dúvidas e medos. A noite, que era um descanso, torna-se um labirinto sem saída, e eu, um prisioneiro sem chave. Eu, que sempre fui tão feliz, sinto-me vazio e sozinho. A alegria, que era um sol brilhante, torna-se um crepúsculo sombrio, e eu, um viajante sem destino.
Antonio Rodrigues Umbelino