O sol se esvai, laranja dormente,
No céu que em tons de vinho se acalma.
A luz que some, outrora tão forte,
Deixa no ar uma serena alma.
É a ressaca branda do poente,
Um suspiro de cores no horizonte.
O dia finda, em calmo repente,
Pintando a noite que em breve desponta.
As sombras longas, em lento avanço,
Cobrem a terra com manto escuro.
Um descanso sutil, sem cansaço,
Após a jornada, repouso puro.
Assim o poente, em sua partida,
Deixa a saudade de um brilho que finda,
Mas traz a promessa da nova vida,
No despertar da manhã que ainda virá, linda.
Amarilis Pazini Aires