O sol quebrando em folhas verde-escuras,
Pintando o chão de um dourado sem par.
O ar que dança em leves sussurros,
Trazendo o cheiro do mato a balançar.
Um galo canta, ecoando distante,
Despertando a preguiça que ainda reside.
A brisa fresca, um carinho constante,
Na face, um toque suave que convide.
Os pássaros tecem canções matinais,
Em sinfonia alegre e natural.
Abelhas pairam sobre os florais,
Colhendo o néctar, doce e vital.
O café quente na mesa de madeira,
A fatia de bolo, simples prazer.
A alma se aquieta, leve e prazenteira,
No ritmo calmo que o campo quer trazer.
Um livro aberto, a leitura que acalma,
O olhar perdido no verde que se estende.
A mente serena, deixando a alma,
Na beleza singela, onde a paz se prende.
A tarde avança em tons mais amenos,
Sombras alongam-se no terreiro.
O céu se veste em laranjas serenos,
Anunciando o descanso derradeiro.
E quando a noite chega, estrelada e calma,
O grilo dedilha sua canção.
A chácara dorme, embalada na alma,
Guardando a beleza em cada rincão.
Amarilis Pazini Aires
fotoamarilisaires