Ainda que eu tente decifrar
A vida em suas páginas, qual livro,
Sinto que há mais em seu calmo acervo
Que a mente humana pode alcançar.
Entre o prefácio e o fim, a labutar
Por desvendar o que está no destino
Descubro um enredo sem critério
Onde a razão insiste em falhar.
No entanto, em cada verso que respiro,
E em cada linha que me faço ler,
Percebo um dom, um insondável giro.
De amor, de dor, de ser e de não ser.
Assim, o livro da vida, em seu delírio,
Me ensina a amar sem tudo entender.
Amarilis Pazini Aires