No peito, um eco, um canto que não cala,
A melodia de um anseio sem fim.
A alma que busca, em cada nova sala,
Um eco, um vislumbre, um pedaço de mim.
Em ruas de asfalto, em trilhas de chão,
Nos olhos que cruzam, no sol que se põe.
Há sempre um chamado, uma interrogação,
Que move os passos, que o tempo compõe.
Busca-se a paz, a alegria que irradia,
A chama que acende, a razão de existir.
Em cada estrela, em cada novo dia,
Um rastro, uma pista, um lugar para ir.
E mesmo que o fim pareça distante,
E o caminho se mostre, por vezes, cruel.
A força que impulsiona é constante,
Um ímpeto eterno, um amor infiel.
Pois a busca não finda, é um rio que corre,
Em direção ao mar, que nunca se alcança.
Em cada chegada, a esperança socorre,
E a alma em anseio, de novo, avança.
É a vida em si, o mover do desejo,
A sede de algo que ainda não se tem.
Um eterno começo, um novo gracejo,
A busca incessante do eterno bem.
Amarilis Pazini Aires
Foto amarilisaires
roselves Alveshá 7 horas (13/06/2025, 11:26:39 BRT)