Eu, Só Eu
No espelho da alma, um olhar me defronta,
Não há outro igual, nem sombra que esconda.
Eu, só eu, teço o fio da história,
Em cada suspiro, uma nova vitória.
Não busco imitar o que os outros semeiam,
Minha própria essência, as flores que floreiam.
Com falhas e luzes, com medos e abraços,
Desenho meu rumo em livres espaços.
Às vezes, a dúvida, um véu a cobrir,
Pergunto quem sou, pra onde ir.
Mas logo me lembro, em voz que acalenta,
Que ser "eu, só eu" é a força que orienta.
Não preciso de aplausos, nem de holofotes,
A paz que me habita, desperta a virtude,
Com cada batida do meu coração,
Celebro a beleza da minha canção.
Eu, só eu, na vastidão do universo,
Um ponto pequeno, mas tão diverso.
E nessa verdade, encontro a leveza,
De ser quem eu sou, com toda certeza.
Amarilis Pazini Aires
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