Olhe nos meus olhos,
ele te encara e revela
uma orfã a suplicar
teus carinhos, tuas saudades.
Leia minha alma,
sinta a paz roubada,
a angústia imposta,
e a dor fincada.
Ando por caminhos tortuosos,
no breu, procuro a luz.
Sigo em frente, apalpo o vazio,
busco o sol, eu sei, ele reluz.
Um raio em fios
risca a estrada sob meus pés,
pequenos espaços reluzentes
que aquecem meu corpo carente.
Mudo o rumo,
dobro a esquina salpicada
de gotas de essência
que respingam ao vento.
Desejo veemente
encontrar-te ofegante,
gritando em eco:
"Meu amor, te quero novamente!"
Amarilis Pazini Aires