Quando a memória tem gosto de rosas,
não é só fragrância, é um toque sutil,
nas pétalas do tempo, histórias pousam,
um eco de doçura, um beijo gentil.
Não são espinhos que a alma recorda,
mas a maciez que o tempo não rouba.
É um jardim secreto onde a paz aborda,
e a alma em flor, sem temor, se desdobra.
É o riso que ressoa em cada pétala,
o abraço apertado que ainda aquece.
Um fio invisível que o coração atrela
ao dia que em cores e aromas renasce.
Que a memória, então, seja sempre rosa,
perfumando o presente, um sopro de amor,
e a vida em seus caminhos, mais virtuosa,
floresça em lembranças de eterno ardor .
Amarilis Pazini Aires