Quando o amor chora, a alma se contrai,
Em cada lágrima, um pedaço se esvai.
Não há sol que aqueça, nem riso que distraia,
Apenas a dor que no peito se alastra.
É um rio de mágoa que corre sem fim,
Um jardim de espinhos, sem flor ou jasmim.
As cores se apagam, o mundo emudece,
Quando o pranto do amor amargo acontece.
Vozes silenciadas, promessas quebradas,
Em ecos distantes, memórias passadas.
A melancolia veste o coração,
E a solidão se torna a única canção.
Mas mesmo na dor, um brilho persiste,
Uma fênix renasce, que nunca desiste.
Pois o amor que chora também se refaz,
Em cada ferida, encontra sua paz.
E o tempo, bondoso, suas asas estende,
Para secar as lágrimas, enquanto o peito se emende.
E um novo amanhã, quem sabe, virá,
Para que o amor, de novo, possa amar.
Amarilis Pazini Aires