O tempo, senhor de toda a criação,
Que em seu voo constante tudo leva,
Transforma o riso em triste solidão,
E a flor mais bela em pó, que o vento eleva.
Ele não para, nem por um segundo,
Seguindo em frente, sem olhar atrás,
Testemunha mudo de um vasto mundo,
Que em seu compasso busca sempre a paz.
Em cada tic-tac, um novo instante,
Onde a vida se tece, breve e forte,
Um fio tênue, mas tão constante.
E assim, no seu percurso, sem um norte,
O tempo nos ensina, a cada passo,
Que a eternidade mora no abraço.
Amarilis Pazini Aires