O tempo, senhor de tudo,
Tece a vida em seu tear.
Fio a fio, minuto a minuto,
Faz o presente se esvair.
Passa ligeiro, sem ter pressa,
Leva consigo o que se foi.
Deixa memórias, sem promessa,
Do amanhã que ainda virá depois.
Em cada tic-tac, um segredo,
Um adeus, um novo olhar.
O tempo é mestre, sem enredo,
Ensina a vida a recomeçar.
E assim, em sua dança eterna,
Nos lembra que tudo tem fim.
Mas na esperança que se interna,
Há um novo tempo para mim.
Amarilis Pazini Aires