O tempo, rio que nunca cessa,
corre, mutável, em sua pressa.
E na virada, um sopro novo,
o velho finda, o que há de novo.
No tic-tac que não se detém,
o inverno cessa, a flor vem.
A noite escura se desfaz,
e a aurora, leve, nos refaz.
Memórias tecem, fios do ontem,
o porvir tece, o que está para vir.
Em cada instante que se esvai,
o ciclo eterno se refaz.
Que a virada seja brisa leve,
que a alma dance, que se eleve.
Que o novo traga luz e paz,
no tempo que sempre se refaz.