Um riacho de versos, a voz que canta,
Um rio de histórias que o tempo não espanta.
No chão de Goiás, onde o cerrado floresce,
A poeta do povo que o mundo reconhece.
Em cada doce, em cada quitanda,
Um pedaço de vida que a memória comanda.
Com farinha e afeto, a massa moldava,
E em cada palavra, a alma se revelava.
Nas águas do rio Vermelho, a inspiração,
Um canto de amor e superação.
Cora, menina, mulher, avó,
A vida é o verso que a gente dá nó.
Com a simplicidade de quem tudo entende,
Sua poesia é a semente que a gente planta e que rende.
A voz de Goiás que o Brasil abraça,
Cora Coralina, a eterna graça.
Amarilis Pazini Aires