O tempo desperta, a terra suspira,
As cores do inverno, a vida as retira.
O sol demora, o calor vem de mansinho,
A brisa que sopra traz novo descanso.
A paisagem, antes de tons cinzentos,
Recebe o pincel da vida e da cor.
Os botões, que eram apenas lamentos,
Se abrem em promessas, em novo esplendor.
As sementes brotam, de um verde esmerado,
Em campos e jardins, um brilho esperado,
O beija-flor dança, a borboleta voa,
É o cheiro da chuva na terra molhada.
O canto dos pássaros , ecoa em sinfonia,
é a celebração da vida, a cada novo dia.
O rio, que congelado represou,
Volta a fluir, sereno e tranquilo.
É a passagem do tempo, a transição,
Que nos ensina sobre o renascer.
Que a vida é um ciclo, em constante evolução,
E que depois da tempestade, há sempre uma flor se abrindo.
Amarilis Pazini Aires