Houve um tempo em que o céu vestiu-se de cinza,
E o caminho, sem luar, parecia não ter fim.
Busquei faróis distantes, brilhos de vitrine,
Sem saber que a Luz mais pura estava em mim.
Ela não se acende por decreto ou por estação,
Não depende do aplauso ou do ouro que se ganha.
É a essência quieta, guardada no coração,
A faísca divina que o tempo não apaga.
É o foco que persiste quando a força é pouca,
O guia silencioso em dias de vendaval.
A voz que sussurra: "Segue, que a vida é louca,
Mas a tua verdade é um dom imortal."
Quem a encontra, já não teme a escuridão,
Pois carrega o sol em sua própria alma.
Irradia a paz que vence a intromissão ,
E veste a vida inteira com a sua chama.
Acenda-a. Não a esconda. Deixe-a ser total.
Pois é essa Luz Interior forte, sincera e sua,
Que transforma a jornada, cura todo o mal,
E faz do seu caminho a mais brilhante rua.