Ao fim do dia, a pressa se desfaz,
A mente se acalma, o corpo pede paz.
E surge a estrela, brilhante e genial,
Num copo gelado, meu ritual final.
Cerveja, és a chave que a alma destranca,
Doce ou amarga, loura ou já mais franca,
Com teu colarinho de espuma sedosa,
Atinges a meta, és sempre gloriosa.
No gole inicial, um frescor me invade,
Um toque de malte, a leve acidez que agrada.
O lúpulo esperto, com aroma e sabor,
Transforma o momento em puro louvor.
Com petiscos simples, ou pratos complexos,
Em bares, em casa, no meio de reflexos,
És sempre perfeita, a fiel companheira,
Minha amada cerveja, a melhor bebedeira!
Por isso eu te brindo, com a mão no teu bojo,
Tu és meu prazer, meu maior regozijo.
Eu amo cerveja, confesso e declaro,
Pois tens o sabor que pra mim é mais raro
Amarilis Pazini Aires