A luz desmaia, cinza sobre o cinza,
E o eco da esperança, já não brilha.
Há um peso mudo na alma que se acerca,
Uma tristeza sem nome, que me atinge e abraça.
As promessas de outrora, se foram.
E os passos que seguiam, se perderam.
Os sorrisos passados, se apagaram,
E os sonhos da aurora, envelheceram.
Um desencanto lento, tece a teia em meu peito,
Como orvalho em vidro, que turva toda a vista.
O mundo lá fora grita, mas não faz mais sentido,
E a melancolia antiga, em silêncio persiste.
Não há norte ou rumo, só a densa neblina,
A alma cansada busca um leito para pousar.
E o coração, outrora cheio, agora em ruína,
Apenas sussurra a mágoa de não mais sonhar.
Amarilis Pazini Aires
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