A Poesia do Instante
A luz da tarde, em fio de ouro tenue,
Riscava o chão da sala, já sem pressa.
O tempo, então, parou, quase solene,
Numa fração de vida que se expressa.
O cheiro de café, recém-passado,
Mistura-se ao silêncio que se alonga.
Um livro aberto, um verso sublinhado,
A melodia que de longe aflora.
E a gente aprende, neste breve estar,
Que a grande poesia mora no comum:
O simples ato de só respirar,
E ser a luz que o instante faz em um.
Amarilis Pazini Aires
fotoamarilisaires
roselves Alveshá 1 hora
"Que a grande poesia mora no comum:" Concordo! Ela se faz no coração humilde . Ela brilha no bem que brilha com a gente. Na simplificadade que sorri, na alegria que sonha. Ela se irradia com a luz da magia da vida. Fascinante inspiração! Brilhantemente lindíssima! Abraço.