Em cada lar, em cada canto, um brilho se acende,
É a mulher que cria, que tece, que a vida compreende.
Com as mãos ligeiras, o novelo a bailar,
O crochê vira arte, a esperança no ar.
Agulha em punho, ponto a ponto, um desenho se faz,
Um cachecol, uma manta, que traz cor e paz.
Não é só um hobby, é alma que se revela,
Em cada laçada, uma história, singela e bela.
Mas o corpo também vibra, a alma quer mais que a lã,
Ao som da melodia, ela se entrega, sem trégua, sem afã.
No salão, na sala, onde o ritmo a chamar,
É a dança que a liberta, a faz flutuar.
Dos passos suaves aos giros de paixão,
Expressa no movimento a força do seu coração.
Uma valsa, um samba, um ritmo que a move,
A beleza de ser livre, que a vida renova.
E para manter o templo, o corpo em harmonia,
A ginástica a espera, no começo do dia.
Alongamentos precisos, a força que se constrói,
Luta contra o cansaço, e a si mesma se apoia.
E quando a voz se eleva, cristalina e profunda,
É a canção que irrompe, que o peito inunda.
Seja em coro, ou solo, a melodia a guiar,
O sentimento explode, e faz a alma vibrar.
Mas não para por aí, o talento é sem fim,
Nas mãos que transformam, o artesanato enfim.
Com a argila, a linha, a madeira, o papel,
Cria peças únicas, um toque de céu.
Mulheres de fibra, de talento e de luz,
Que unem o fazer e o sentir, levando a sua cruz.
Com leveza e coragem, com ritmo e vigor,
São a prova que a vida é feita de criador e amor.
Elas são o tear, a melodia, o passo,
O toque sutil que preenche todo o espaço.
Parabéns a vocês, que tecem, dançam e cantam,
Com a arte em suas veias, o mundo encantam.
Ainda há uma arte sutil que reside na mente,
Que organiza as ideias, torna a alma eloquente.
Além do fio, da dança, do canto, e da tela,
Abre o peito em palavras, compondo a poesia.
Crocheteiras, bailarina, ginasta, cantora, artesã e poetisa,
O seu ser é plural, sua força, precisa.
Em cada dom exercido, há um mundo a se abrir,
Você é a arte em pessoa, no amar e no sentir.
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