O silêncio é um mundo de remanso,
oculto à acepção , intento plano,
mas um clamor de recurso seguro
Um mundo intenso, inteiro.
Ele guarda os sonhos de momentos,
Inesquecíveis, passado e presente,
O silêncio quebra o tumulto e guarda
a mágoa escondida e a alegria evidente.
O silêncio é um pergaminho, eternizado.
Ele cala a consciência pesada,
Silencia o arrependimento, e
Afoga a mágoa doída.
Ele grita, escondido.
Ele geme a dor intensa.
Ele imerge, sem temor,
Quando deve se expor.
O silêncio se faz em abraço,
Quando o mundo esquece.
Ele ampara a alma, e
Emudece, silencioso.
O silêncio se faz em prece muda,
Onde a verdade se desnuda.
Ele é a pausa que refaz a melodia,
E a resposta que a alma ouve todo dia.
Ele é o tempo que espera o grito final,
E a paz que resiste a todo mal.
Amarilis Pazini Aires
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