O Paralelepípedo na Academia
Na selva de ferro, onde o suor é a lei,
Descansa um bloco, que não tem vaidade ou rei.
Não é haltere, não é barra, nem reluzente anilha,
É o paralelepípedo, que espera a sua trilha.
De concreto maciço, cor cinza, sem polimento,
Não pede espelho, nem aplauso, nem lamento.
Ele está no chão, base firme, humilde e bruta,
Testemunha silenciosa de cada luta.
Não tem inscrição de marca, nem design moderno,
Sua beleza reside em ser útil e eterno.
Um mudo professor de estabilidade e chão,
Que ensina que a força começa na fundação.
Ele é a metáfora da persistência pura,
Onde a simplicidade transforma a musculatura.
E enquanto o corpo cansa e a mente se distrai,
O paralelepípedo permanece... nunca cai.
Amarilis Pazini Aires
Uma sátira ao personal