A Procura do Tudo !
E nada vai se transformar, nada.
A seiva da vida está oculta, camuflada.
A esperança escondida, na relva do tempo ,
E o tempo perdido no espaço.
Resta a vontade do nada, imperioso.
Resta a preguiça do corpo, imperfeito,
E o que resta dos passos, caminha lento,
E rasteja à espera do perfeito.
E o caminho se curva à deriva , preguiçoso,
E o desejo se perde no desespero, infeliz.
E o nada se aproxima, pedindo alforria.
Gritando sou o tudo, a te preencher.
E o nada que invade , é paz, é certeza
É o fim da procura, a mudez do querer.
Não há mais espera, nem mais beleza,
Apenas o vazio a se refazer.
E a seiva, o tempo, a esperança desfeita,
Repousam no colo que o tudo alcançou.
A jornada finda, a pergunta refeita:
Se nada se transforma, o que então restou?
Amarilis Pazini Aires