Simplesmente Rosas
Não pedem licença para florescer,
Nem explicam o tom do seu carmim.
Não guardam segredos sobre o viver,
Apenas perfumam o princípio e o fim.
Há quem veja espinhos e sinta o medo,
Mas a mão que cuida conhece o segredo:
A pétala é seda, o aroma é memória,
Cada botão guarda uma breve história.
Não buscam o brilho do ouro ou da prata,
Pois a luz do sol já as torna divinas.
Beleza que o tempo, por vezes, maltrata,
Mas que renasce entre ervas e ruínas.
Sem rimas complexas ou grandes prosas,
O mundo descansa no colo do vento.
Sem mais artifícios, sem outras glosas,
A vida se resume em... simplesmente rosas.
Amarilis Pazini Aires