Fluxo da Vida!
O abandono torna-se o refúgio do medo,
De quem não soube ler o que o tempo escreveu.
É o silêncio que corta, o nó no segredo,
De um laço que, de tanto nó, se perdeu.
Mas a alma que sente o peso dessa herança
Aprende que o rio não volta ao que era.
Se o outro escolheu o rastro da lembrança,
Resta a nós o convite da nova primavera.
Pois renovar é ato de coragem,
É deixar o que é âncora e virar passagem.
Se a amizade parou no meio do caminho,
Sigo o fluxo da vida, mesmo que sozinho.
Amarilis Pazini Aires
Fotoamarilisaires