Quando me orgulho de mim
Quando me olho sem pressa
No espelho do meu próprio ser,
Vejo a história que me tece
E o dom sereno de renascer.
Orgulho-me das tempestades
atravessadas em silêncio,
Do carinho transformado
em arte e palavra.
Da coragem de recomeçar e
Da sabedoria de ser inteira
na própria companhia.
De tudo o que em silêncio curei,
Dos nós que aprendi a desatar,
Das trilhas em que me encontrei
Sem pressa de ter que chegar.
Sou a colheita e a semente,
O próprio abrigo, o meu jardim,
A harmonia bonita e transparente
De me sentir inteira em mim.
Amarilis Pazini Aires
Fotoamarilisaires