Insônia…Tic Tac…
Três da manhã. O silêncio da casa
é um intervalo que respira devagar.
O sono, gotas intermitentes na janela.
O teto vira uma tela em branco
onde projeto sombras, medos, memória.
A mente resgata o que já não importa,
reescreve frases, inventa outra história.
O tic-tac do relógio na parede
é um martelo batendo no peito do tempo.
Tento fechar os olhos para ver o nada,
mas vejo a luz viva de um pensamento.
A noite é um oceano sem margem,
onde naufrago acordado, sem rumo ou pressa,
esperando que a alvorada me resgate
da própria mente que nunca cessa.
Amarilis Pazini Aires
Fotoamarilisaires